A presença africana no Brasil – Extraído do livro Conexões Volume 2.

 

Os primeiros grupos de africanos escravizados desembarcaram no Brasil por volta de 1550. A captura de pessoas na África e sua venda nas Américas eram essenciais para o aumento da produção colonial, permitindo a intensificação das trocas de matérias-primas tropicais por manufaturados entre a América e a Europa.

Se por um lado a mão de obra escravizada foi essencial para ter garantidos empreendimentos econômicos coloniais, por outro, o próprio tráfico de escravos se tornou um negócio rentável, mantendo-se ativo por séculos. Apenas em 1.850, com a promulgação da lei Eusébio de Queirós, essa atividade foi proibida. No entanto, o escravismo perdurou até 1.888, quando a lei Áurea, aboliu a prática.

As péssimas condições de transporte dos africanos em navios negreiros, a exploração intensa do seu trabalho, os castigos impostos e as condições precárias de vida faziam os índices de mortalidade superar os nascimentos desse grupo. Além do impacto demográfico causado na África, esse quadro acabava alimentando ainda mais o tráfico de pessoas, tão baixa era da expectativa de vida do negro escravizado.

De acordo com o relatório do desenvolvimento humano –  Brasil 2.005, foi por meio do comércio de cativos e da exploração de seu trabalho que se acumularam as maiores fortunas do Brasil, na virada do século XVIII para o XIX. O desempenho da economia dependia da mão de obra africana, utilizada em diversas atividades produtivas fundamentais. Essenciais nas plantações de cana de açúcar, na mineração e início do cultivo do café, os africanos escravizados também eram responsáveis pelo cultivo de subsistência, tal como as lavouras de mandioca, milho, feijão, para o seu próprio sustento e o do senhor, além de participarem nos trabalhos domésticos e urbanos.

 

Por Sonia Regina Casselli

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2 comentários em “A presença africana no Brasil – Extraído do livro Conexões Volume 2.

  1. A África sem dúvidas foi o continente em qual mais se sofreu com o período escravista, sendo forçados a realizar trabalhos e passar por condições desumanas. Desta forma, o mesmo sofreu um enorme atraso econômico e social por essas explorações a seu povo, por conta de serem utilizados a favor de outros exploradores para suprimirem suas necessidades a um baixo custo de mão de obra.

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